Núcleo de "Nós Somos Igreja" - Núnsi
ESSES MUTANTES

*Romeu Teixeira Campos
No artigo anterior, vimos como o adjetivo francês fruste, inicialmente com o sentido de coisa embaçada, apagada passa, com o tempo, a significar uma pessoa rude e grosseira, sem erudição e cultura. Hoje, mais um adjetivo vai ocupar nossa atenção. É o adjetivo emérito.
Emérito era aplicado inicialmente a um funcionário que estava desistindo da carreira e deixando o q uadro de funcionários. Um professor emérito era aquele que deixava de lecionar, simplesmente, sem nenhum juízo de valor sobre o seu desempenho. Emeriti boves, em latim, são bois que não mais trabalham. Assim também se falava de alguém que acabou o serviço militar, de alguém que deu baixa.
Com o tempo, vai se fixando o sentido de merecimento, de bom desempenho. Um professor emérito não é mais simplesmente o que deixou o quadro de professores mas uma pessoa especialmente distinta pelos bons serviços prestados. Um aviador emérito é um piloto de grande perícia.
Dessa maneira, vemos que a palavra vai aumentando seus empregos, entrando em outros contextos e adquirindo mais chances de manter intacto o sentido que lhe foi atribuído por erro. Deve ter acontecido isto com o adjetivo hipócrita que hoje remete, sem dúvida, para fingimento e falsidade, principalmente dentro de uma leitura cristã dos Evangelhos que, a nosso ver, se deixou influenciar por velhos preconceitos. Isto contribuiu para aumentar a nossa dificuldade de entender esse termo num outro contexto. Mas, penso que, a bem da verdade e da honra dessa confraria judaica dos fariseus devemos nos esforçar para uma nova leitura.
Quem são os fariseus retratados nos Evangelhos? Antes, porém, de responder a esta pergunta, quero citar a obra “ E Deus criou Eva”, de Josy Eisemberg e Armand Abécassis, p.80-81. :”...Com toda a fraternidade que nos liga aos cristãos, diremos, portanto, que a resistência duas vezes milenar dos judeus à conversão à mensagem evangélica....deve ser compreendida como a recusa da leitura equivocada que os teólogos medievais fizeram de certas afirmações de Jesus”. Continuamos na próxima semana para responder à nossa última pergunta.

(Tradutor.Teólogo. romeucampos@uol.com.br)











OS FARISEUS

* Romeu Teixeira Campos

Nos artigos anteriores iniciamos um pequeno estudo sobre duas palavras que
costumam andar juntas:fariseu e hipócrita. Vimos que esta última, sobretudo, sofreu uma alteração em seu sentido. O mesmo aconteceu com o adjetivo francês fruste e com o adjetivo latino emeritus.
O que estamos fazendo é defender uma pequena tese para limpar a fama dos fariseus e resgatar a sua dignidade, argumentando aqui e ali com os relatos dos evangelhos cuja leitura errônea pelos teólogos medievais não lhes fez justiça.
Quem eram esses fariseus que historicamente salvaram o judaísmo mas foram estigmatizados por Jesus? Os fariseus, que se distinguiam muito claramente de outro segmento judaico, os saduceus, exerciam uma influência considerável . O historiador judeu Flávio Josefo nos dá a respeito algumas indicações precisas: .
“Eles têm a reputação de interpretar com exatidão os preceitos da Lei” (Antiguidades Judaicas 2,8)
“ gozam de prestígio junto ao povo; havia um grupo . entre os judeus, que se gloriava de observar escrupulosamente a Lei dos Patriarcas e, como seus adeptos diziam, ser os amados de Deus e gozarem de grande simpatia junto às mulheres. Eram chamados de fariseus, sendo bastante poderosos para enfrentar o rei. Embora muito prudentes, eram também muito decididos quando se tratava de lutar ativamente (Antiguidades Judaicas 17,2)”
“O prestígio de que gozavam junto às massas era grande a ponto de lhes valer crédito imediato, inclusive quando deblateravam contra o rei ou o sumo sacerdote. Até mesmo os saduceus eram obrigados a seguir o que os fariseus diziam pois, do contrário, perderiam o apoio das massas”.
É preciso distingui-los dos saduceus que , estes sim, representavam o partido político que exercia o poder no estado judeu pelo menos desde 200 anos antes de Cristo. Formavam os saduceus um senado composto por representantes da classe sacerdotal nobre e por leigos pertencentes às famílias mais importantes de onde saiam os sacerdotes. O número dos sacerdotes em Jerusalém chegou a atingir 18.000. É interessante desde já observar que os sacerdotes desempenharam um papel muito grande no processo da condenação de Jesus enquanto os fariseus, conforme observação de Marie Vidal (cf “Um judeu chamado Jesus”,p.105), nos evangelhos sobre a paixão, nunca são mencionados. Tal fato é um ponto importante e que merece ser guardado em nossa memória e nos ajudará a prestar atenção no grau de intimidade existente entre Jesus e os fariseus.. Mas, basta por hoje. Espero que você continue comigo na próxima semana.










OS SIMPÁTICOS FARISEUS

Na última semana começamos a falar bem dos fariseus. e procuramos distingui-los de um outro segmento judaico, os saduceus. Nos evangelhos, os fariseus vêm sempre junto com os escribas e algumas vezes com os doutores da lei e parece que as invectivas de Jesus os alcamçam a todos, muito embora em nossa mente somente a eles atribuamos o qualificativo de hipócritas. Nunca falamos: escribas hipócritas, doutores da lei hipócritas. Só falamos: fariseus hipócritas.. Isto não é inteiramente justo.
Também os dicionarios modernos infelizmente seguem uma certa cultura cristã antijudaica. Vêem-se obrigados a dar as referências a reboque das acusações cristãs contra os fariseus, contra os judeus em geral. Pensando bem, nem era para o Aurélio e o Houaiss registrarem os verbetes judiar, judiaria, judiação que, dentro de um preconeito muito arraigado entre nós, rotulam os judeus como maus e cruéis.
E quem são os escribas? Na esteira de Esdras, liam e interpretavam as leis. Copiavam e registravam. Eram os escreventes, os burocratas secretários. Muitos deles pertenciam aos Hassidim, os “apaixonados” da Torá, retornados da Babilônia depois do Exílio, e faziam parte da confraria dos Haverim ( companheiros, colegas). Muitos desses escribas, os intérpretes laicos da Lei, também eram fariseus e podiam tambem pertencer a essa confraria dos Haverim.. E muitos fariseus eram também escribas. Todos eles tinham como principal objetivo da vida a interpretação e o cumprimento exato da Lei.
E quem são os doutores da lei? São considerados os especialistas oficiais da Torá ( o nosso Pentateuco) a serviço sobretudo do Sinédrio. Eram os assessores, peritos nas escrituras, e estavam à disposição daquele tribunal supremo que formava uma espécie de conselho de estado composto por 7l membros no período do Segundo Templo, presidido pelo Sumo sacerdote.
Tendo agora uma noção inicial de todos esses principais grupos (saduceus, escribas, doutores da lei, sem precisar de falar aqui dos sicários, dos zelotas e dos essênios) fica melhor caminharmos e seguirmos em frente no panegirico em prol dos fariseus, conforme é nosso objetivo. O leitor que resolveu me acompanhar ainda vai se surpreender muito com esses simpáticos fariseus, sim senhores. Temos ainda muito pano pra manga!













SALVADORES DA PÁTRIA

*Romeu Teixeira Campos

Dando seqüência a essa defesa dos fariseus e a uma melhor leitura dos relatos evangélicos sobre eles e na esteira dos estudiosos do assunto, hoje me baseio sobretudo no livro “Jesus - judeu praticante” de um autor judeu cristão de nome Ephraïm, São Paulo: Paulinas, 1998.
Ao tempo de Jesus, a Torá (Pentateuco) oral dos fariseus continuava sendo enriquecida. Contrariamente aos saduceus, os fariseus propugnavam o dogma da retribuição final, a imortalidade da alma, a ressurreição, a existência dos anjos e a tradição dos antigos. A separação que caracterizava os fariseus e de que já falamos era diferente daquela dos essênios, pois os primeiros não a postulavam como algo que tivesse de ser visível no nível social. Eles não se separavam do povo. Hilel, um deles, por exemplo, dizia: “Não te separes da sociedade”.No entanto, os fariseus pretendiam separar-se da ignorância das pessoas do campo ou daquelas cujos ofícios não deixavam tempo para o estudo e o aperfeiçoamento das Escrituras, o que é bem diferente, “porque um ignorante não sabe premunir-se contra o pecado” . Para muitos fariseus, não conhecer a Torá é o mesmo que não querer segui-la. Mas eles não evitavam as populações do campo; pelo contrário, “percorriam incansavelmente as estradas para instruí-los”. “Vós que percorreis mares e continentes para granjear um só prosélito” , dizia Jesus a seu respeito (Mt 23,15). O próprio Rabi Aquiva havia sido pastor e se convertera mediante seus contactos com os fariseus, que antes desprezava. Os rabis fariseus eram chamados a prestar ao povo um serviço totalmente desinteressado: “Amai as criaturas e aproximai-as da Torá [...] porque o homem não vive apenas de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” eis as diretrizes fundamentais de Hilel. Temos ainda uma passagem em Jo 7,49: “Apenas há essa massa que não conhece a lei, essa gente maldita” Maldita pelo fato de não conhecer a lei nem se preocupar com ela.
Confundindo-se com os Hassidim (os fervorosos, os amantes de Deus),com os Haverim ( os companheiros) e até com o lisonjeiro nome de Hachamim( os sábios), vão ficar mais conhecidos como Perushim (os Separados ou fariseus ) porque assim eram descritos por seus inimigos, por terem-se separado da interpretação saducéia das Escrituras., dedicados à interpretação das escrituras e da formujlação da Torá oral. Os evangelistas, cuja produção data já a partir da segunda metade do Século I, época em que os cristãos se desligam do judaísmo, os chamam também de “separados” (fariseus) fazendo coro com seus detratores, um tanto também responsáveis pelo sentido pejorativo que se consolidou.
E assim, vamos nos aproximando mais do centro de nossa tese. Antes, porém, fiquemos com a certeza de que na história do judaísmo houve uma fase que é sobretudo importante: aquela que começa depois do exílio da Babilônia e que deu origem ao judaísmo rabínico. Iniciada por Esdras e continuada poelos “homens da Grande Assembléia” e depois pelos soferim (escribas). É a nova fase que se torna perceptível no século II a.E.C., com o aparecimento dos hoje conhecidos simplesmente como fariseus
e que se dedicavam à interpretação das escrituras e à formulação da lei oral.








AFINIDADE ENTRE JESUS E OS FARISEUS

Já aludimos, em artigos anteriores, à leitura errônea que os teólogos medievais cristãos fizeram de certas afirmações de Jesus, base, ainda hoje, de muitas pregações dos sacerdotes católicos. Também já citamos autores que trabalham com outra perspectiva, diferente e moderna. Assim, o judeu Ephraïm em “Jesus- um judeu praticante” Paulinas,1998, página 129 e seguintes e a biblista Marie Vidal em “Um judeu chamado Jesus”, página 99 e seguintes. Esta última, no capítulo intitulado “Jesus fariseu?” assim escreve:

“ A questão provoca sobressalto em todo aquele que se inclinou, há séculos, diante de uma classificação rápida e peremptória. Provoca repulsa, inclusive, reação de rejeição, para aquele que cresceu no meio de uma opinião negativa em relação aos fariseus considerados para todo o sempre, hipócritas. Faz sorrir, com toda a certeza, os judeus do século XX da era cristã. Esses são os descendentes e herdeiros dos fariseus. Sabem que eles próprios têm defeitos, talvez, mais do que todo o mundo. Mas divertem-se francamente com o desprezo votado a seu respeito porque conhecem perfeitamente sua única qualidade comum: cada um é tão distinto de seu vizinho que é impossível colocar dois no mesmo saco! E têm como ponto de honra cumprir este ditado que os deleita e satisfaz seu humor. “Onde estiverem dois judeus, haverá três opiniões políticas!” Muitos judeus não duvidam de sua proximidade e parentesco com Jesus. Todavia, estão de acordo em prever uma expectativa muitíssimo longa antes que a maioria dos cristãos fique à vontade com eles. Com efeito, avaliam o fosso cavado entre a uniformidade de pensamento estabelecida como um dogma e mantida pelos cristãos e, por outro lado, a flexibilidade e pluralidade de suas opiniões. Eles poderiam classificar esse fosso de brincadeira se não tivesse sido , quase sempre, trágico. Os judeus de hoje têm uma conivência bem viva com Jesus e uma cumplicidade completamente diferente dos cristãos: pena que estes recusem beneficiar-se dela!”
Não faz muito tempo tive um artigo meu rejeitado por um periódico católico quando defendia pontos de vista semelhantes. Tão aferrados e inflexíveis deviam ser os responsáveis por aquele jornal em seus pontos de vista sem nenhuma sustentação. Realmente, enquanto atitudes desse tipo prevalecerem, ineficaz se torna qualquer esforço de ecumenismo entre cristãos e judeus. É uma pena!

* Tradutor.Teólogo. E-mail: romeucampos@uol.com.br.







AMIGOS E COMENSAIS


A rivalidade existente entre saduceus e fariseus, por causa de suas doutrinas conflitantes e seus pontos de vista políticos divergentes, era proverbial. Ao que se sabe, fariseus e saduceus só se porão de acordo uma vez, quando decidirem sobre a morte de Jesus, é o que diz Marie Vidal em nota de rodapé. Com isto não posso concordar pois Mateus 26,59 e Marcos 14,55, ao dizerem que “os sumos sacerdotes e todo o sinédrio...” deverão ter querido dizer que o sinédrio como um todo... e não que houvesse unanimidade. Sabemos que Nicodemos, pelo menos, deve ter sido voto vencido. Da mesma forma José de Arimatéia ( conforme Lc 23,5l) Fora isso, como afirma Marie Vidal (op.cit.p.105), os textos evangélicos sobre a Paixão de Jesus nunca falam dos fariseus, o que é mais um ponto que nos alerta para percebermos muita amizade entre os fariseus e Jesus. Isto não acontece com os saduceus. Com eles Jesus nunca almoçou ou jantou. Com os fariseus, sim.
Alguns fariseus são muito respeitosos diante de Jesus, chamando-o de Rabi e tratando-o com cortesia. É o caso de Nicodemos um dos notáveis dentre os judeus que reconheceu nele “um mestre que vem da parte de Deus” (Jo 3,1-2). Outros perguntam quem é ele e se reúnem para ouvi-lo. Mas, às vezes é o próprio Jesus que toma a iniciativa do debate e, à maneira típíca dos fariseus, os questinona: “Que lhes parece a respeito do Messias? De quem é ele filho? (Mt 22,42). Ainda no evangelho, vê-se que os fariseus “discutem entre si” acerca das palavras de Jesus para saber se o ensinamento dele era conforme à tradição.
Simão, fariseu, convida Jesus para comer com ele ( Lc 7,36). Mais adiante, outro fariseu também o convida (Lc 11,37); ainda outro faz o mesmo (Lc 14,1). Lemos também em Marcos 7,1: “Os fariseus e alguns escribas vindos de Jerusalém reúnem-se com Jesus”. Vêm em caravana da Judéia para a Galiléia onde Jesus estava. . Podemos crer que este e outros encontros não aconteceriam com tanta freqüência se os fariseus não cultivassem um grande interesse pelos ensinamentos de Jesus. Os fariseus alertam Jesus do perigo que ele corre por causa do Rei Herodes “que quer te matar” (Lc 13,31) , ato típico de amigos.
No próximo artigo já podemos tirar as conclusões finais. Até lá.














O QUE FAZ O PRECONCEITO !

Já é hora de pôr um termo às nossas considerações sobre os fariseus. Pelo menos por ora.
Nesta série de artigos, além de enfatizarmos a variação de sentido que sofrem algumas palavras através do tempo, entre as quais a palavra hipócrita, chamamos a atenção sobre a leitura errônea de certas afirmações de Jesus, principalmente as invectivas e críticas contra os fariseus. Quisemos também mostrar, pela citação de vários tópicos dos Evangelhos, a amizade e mesmo a intimidade reinanate entre a confraria dos fariseus e Jesus, o que, para começo de conversa, já nos aconselha para uma leitura mais cuidadosa e benigna das palavras de Jesus que, na opinião de alguns estudiosos, também era fariseu.
Como diz Marie Vidal (op.cit.p.10l) somente uma leitura apressada do Novo Testamento, cortada de seu contexto e de seus enraizamentos, pôde fazer acreditar que eles eram hipócritas e corruptos e, por causa disso, duramente criticados e quase “excomungados” por Jesus. A respeito das imprecações de Jesus ( “Ai de vós”, “Infelizes”) veja ainda Marie Vidal (op. cit.p.37): As maldições em Lc 6,24-26 e em Mt 23,13–29 indicam mais a tristeza e a preocupação e não chegam a ser sinal da cólera. .Antes, convidam os próprios fariseus a se voltarem à pureza da mensagem que proclamavam. E se Jesus denuncia a doutrina farisaica de seu tempo, isto foi por estar ela constituindo grave desvio da religião judaica.
No decorrer dos artigos fizemos ainda as devidas distinções entre outros grupos contemporâneos dos fariseus que, nos Evangelhos, juntamente com eles, são alvo das apóstrofes de Jesus.
É sabido que, com a destruição do Templo no ano 70 e posteriormente em 135 com a cabal derrota pelos romanos, desapareceram vários desses grupos de que falamos, inclusive os saduceus, terminado que foi também o sacerdócio do Antigo Testamento, ficando ainda, porém, os fariseus que acabaram salvando o judaísmo com a fundação de uma escola farisaica (Yeshivá) na cidade de Yavné e a criação de outros centros e sinagogas por toda a Diáspora, já sem sacrifícios, sem sacerdotes, sem Templo. São os fariseus que continuam até hoje. Os judeus de hoje recebem, portanto, seu dinamismo dos ascendentes, ou seja, dos fariseus, grupo não homogêneo do qual ainda se tem uma apreciação bem ruim. Continuando, nós, cristãos, a tê-los (os fariseus e judeus de hoje) como falsos, meticulosos e perigosos estamos pondo sério obstáculo ao ecumenismo.
Jesus, definitivamente, não concordava com eles quando, no afã do cumprimento da Torá (Lei) acrescentavam prescrições e artifícios que, afinal, burlavam o espírito da Lei. É só ler com atenção o capítulo 15 de Mateus: “E vós, por que transgredis o mandamento de Deus em nome de vossa tradição?”(Mt 15,3). A interpretação deles era, muitas vezes, uma verdadeira palhaçada, um estratagema enganoso que fugia ao espírito da Lei. Daí que terão que ouvir do amigo e companheiro (haver, haverim) Jesus a pecha de hipócritas., cuja significação aproximadamente seria: artistas, palhaços, fantasiosos, farsantes, estais corrompendo com vossa fantasia e vossa “representação” o verdadeiro sentido da Lei, o espírito da Lei. Assim, chegamos ao provável sentido primitivo e original da palavra “hipócrita”.









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